Os danos causados pelo terremoto de magnitude 7 na escala Richter que sacudiu a Nova Zelândia no último sábado chegaram a quatro bilhões de dólares neozelandeses (aproximadamente US$ 2,9 bilhões), anunciaram as autoridades do país nesta quarta-feira.
O ministro neozelandês do Tesouro, John Whitehead, destacou que a quantia inclui "os custos para as autoridades, cidadãos, empresários e companhias seguradoras", segundo a edição digital do jornal The New Zealand Herald.
O número revisado é o dobro do que o primeiro-ministro do país, o conservador Jonh Key, avaliou em um primeiro momento que a catástrofe custaria.
As autoridades do país prorrogaram nesta quarta-feira, por uma semana, o estado de emergência no sul do país, onde seguem sendo registradas réplicas do terremoto.
A cidade mais afetada é Christchurch, a maior da ilha do sul, com 380 mil habitantes. O prefeito da cidade, Bob Parker, explicou que os danos causados pelo terremoto são mais graves que o imaginado anteriormente em Christchurch, cujo centro continua isolado por dezenas de homens do exército.
"À medida que se descobre o desastre, vamos vendo áreas muito mais afetadas do que pensávamos. De fato, os danos são muito maiores do que pensávamos", disse à imprensa local.
Autoridades calculam que os danos, só em imóveis, passarão de dois bilhões de dólares neozelandeses (cerca de US$ 1,4 bilhão). O tremor de magnitude 7 aconteceu durante a madrugada do sábado passado, a 28,4 quilômetros de profundidade, com epicentro no mar, 31 quilômetros ao noroeste de Christchurch.
Uma pessoa morreu, vítima de um ataque ao coração, e dezenas ficaram feridas, duas em estado grave, por conta do tremor, que derrubou fachadas inteiras de edifícios e danificou o pavimento de ruas.
Cerca de 100 mil casas (metade do total) na região de Canterbury foram afetadas pelo terremoto, e o Governo declarou toque de recolher em Christchurch entre 19h e 7h para evitar saques em lojas e supermercados.
A Nova Zelândia, que está na falha entre as placas tectônicas do Pacífico e da Oceania, sofre cerca de 14 mil terremotos por ano. A maioria é de baixa intensidade, mas entre 100 e 150 têm força suficiente para serem percebidos.

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