Policial mantém a ordem no protesto de chineses em Pequim contra a prisão do capitão chinês
Foto: Reuters
A Guarda Litorânea do Japão deteve nesta quarta-feira o capitão de um barco pesqueiro chinês que não aceitou a inspeção de sua embarcação depois de, nessa terça-feira, supostamente ter entrado em águas territoriais japonesas, informou a agência local Kyodo.
Segundo autoridades japonesas, o capitão, de 41 anos e nacionalidade chinesa, pode ser transportado para a ilha de Ishigaki, na província de Okinawa, para "ser levado a fiscais ou à polícia e ser interrogado segundo as normas japonesas".
Fontes da Guarda Litorânea suspeitam que o capitão fez seu barco se chocar deliberadamente com duas embarcações patrulheiras japonesas que o perseguiam para abordá-lo e interrogar a tripulação, composta por 15 pessoas.
As patrulheiras japonesas tiveram pequenos danos no casco, mas não houve feridos ou vazamento de combustível. O Japão investigará se o barco chinês violou as leis de pesca e tentou evitar uma inspeção por parte das autoridades japonesas.
Nessa terça-feira, China e Japão apresentaram protestos por via diplomática pelo incidente, que aconteceu em águas das desabitadas ilhas Senkaku (Diaoyu, em chinês) no Mar da China Oriental.
Pequim pediu a Tóquio que não realize "ações denominadas de aplicação da lei em águas limítrofes que possam pôr em perigo a segurança dos navios pesqueiros chineses e de sua tripulação".
As ilhas Senkaku são motivo recorrente de tensões entre China, Japão e Taiwan desde que, na década de 70, cientistas descobriram que o arquipélago tem jazidas de gás natural.

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