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 Chile: extradição de sequestrador de Olivetto é diplomática
07 de setembro de 2010 22h17 atualizado às 23h45

O presidente da Corte Suprema do Chile, Milton Juica, disse nesta terça-feira que a extradição de Mauricio Hernández Norambuena, condenado a 30 anos de prisão pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto e detido no Brasil, é um assunto diplomático. Norambuena é membro a Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR) e está preso no país desde 2002.

Em seu país, Norambuena é um dos autores do assassinato do senador Jaime Guzmán, ocorrido em 1991. Olivetto, que participou nesta terça-feira de um seminário, em Santiago, se negou a falar sobre seu sequestro e insistiu que viajou ao Chile "apenas para tratar de publicidade".

A respeito da situação do preso, o presidente da Corte Suprema explicou: "A situação é mais ou menos a mesma em todos os países. Há alguns convênios que permitem que as pessoas cumpram suas penas nos países de origem, mas isso é um tema de caráter diplomático que não corresponde ao Poder Judiciário".

O governo chileno anunciou no fim de semana que já iniciaram as conversas com o objetivo de extraditar Norambuena, cuja situação voltou à tona após uma entrevista concedida ao canal Chilevisión e divulgada na semana passada.

Nela, o detento insinuou que alguns funcionários do governo de Patrício Aylwin estariam informados sobre o atentado que custou a vida de Guzmán, fundador do partido União Democrata Independente (UDI).

A declaração fez com que o juiz Mario Carroza reabrisse, na segunda-feira, a investigação pelo assassinato do senador.

Norambuena foi condenado no Chile duas vezes a prisão perpétua, pelo assassinato de Guzmán e pelo sequestro, na mesma época, de Cristián Edwards, filho do proprietário do jornal El Mercurio.

O extremista fugiu de uma prisão de segurança máxima com outros companheiros, em um helicóptero, em 1996.

EFE
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