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 Após ameça do Talibã, atentado mata ao menos 20 no Paquistão
07 de setembro de 2010 13h22 atualizado às 17h00

Pelo menos 20 pessoas morreram após um ataque com carro-bomba num complexo policial no Paquistão nesta terça-feirta, informaram autoridades, em mais um golpe em um país devastado por inundações. A explosão na cidade de Kohat, noroeste do país, aconteceu horas depois que o Talibã ameaçou realizar mais ataques suicidas contra o governo e forças de segurança, que já enfrentam as piores enchentes da história do país.

"Muitas casas foram destruídas pela explosão", disse um repórter da Reuters no local.O policial Dilawar Khan Bangash afirmou que o homem-bomba dirigiu o carro carregado com cerca de 300 kg de explosivos até os portões do complexo.

Ele acrescentou que várias pessoas estavam em estado grave e que o número de mortos poderia aumentar. Mais cedo, autoridades locais estimavam ao menos 50 feridos.

Pouco depois da explosão do carro-bomba, uma patrulha policial foi atingida por uma bomba de beira de estrada na cidade vizinha de Hangu e vários policiais ficaram feridos.

O primeiro-ministro Yusuf Raza Gilani classificou o ataque de Kohat como o "crime mais horripilante contra civis inocentes".

Militantes islâmicos mataram aproximadamente 120 pessoas em ataques suicidas a bomba desde que retomaram uma sangrenta campanha na última semana para derrubar o governo após um mês de calmaria durante as chuvas.

Um porta-voz do Taliban ameaçou na terça-feira mais ataques suicidas contra forças de segurança e escritórios do governo, em resposta à ofensiva aérea dos Estados Unidos contra membros do grupo em áreas habitadas por tribos.

"Os norte-americanos estão conduzindo ataques com a permissão do Paquistão e nós vamos nos vingar com ataques suicidas contra forças de segurança, polícia e escritórios do governo", disse o porta-voz do Taliban, Azim Tariq, em entrevista à Reuters por telefone.

"Esses ataques mataram dezenas de mulheres inocentes e crianças, mas a América nunca expressou pesar."

A retomada da violência e as enchentes, que já mataram mais de 1.700 pessoas e desabrigaram milhões, levantaram questionamentos sobre a estabilidade do Paquistão, visto por Washington como um aliado vital na guerra contra a militância.

Na semana passada, ataques aéreos mataram pelo menos 21 supostos militantes na região de Waziristão, perto da fronteira com o Afeganistão e descrita como um centro global de militantes. p>

Reuters
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