do Paquistão ameaçou nesta terça-feira mais ataques suicidas contra forças de segurança e escritórios do governo, desafiando autoridades, que já enfrentam as piores enchentes da história do país. O grupo ligado a al-Qaeda matou aproximadamente 120 pessoas em ataques suicidas a bomba desde que retomou uma sangrenta campanha na última semana para derrubar o governo após um mês de calmaria durante as chuvas.
O Talibã assumiu a responsabilidade pelo último atentado, que matou 19 pessoas na cidade de Lakki Marwat, nordeste do país, e prometeu mais ataques em resposta à ofensiva aérea dos Estados Unidos contra membros do grupo em áreas habitadas por tribos.
"Os norte-americanos estão conduzindo ataques com a permissão do Paquistão e nós vamos nos vingar com ataques suicidas contra forças de segurança, polícia e escritórios do governo", disse o porta-voz do Talibã, Azim Tariq, em entrevista à Reuters por telefone.
"Esses ataques mataram dezenas de mulheres inocentes e crianças, mas a América nunca expressou pesar". A retomada da violência e as enchentes, que já mataram mais de 1,7 mil pessoas e desabrigaram milhões, levantaram questionamentos sobre a estabilidade do Paquistão, o qual Washington considera aliado vital no combate dos EUA contra a militância.
Na semana passada, ataques aéreos mataram pelo menos 21 supostos militantes na região de Waziristão, perto da fronteira com o Afeganistão e descrita como um centro global de militantes.

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