A emergência humanitária no Paquistão pelas devastadoras inundações em uma parte do país, longe de melhorar, se agrava e o número de afetados diretamente pela catástrofe já se aproxima dos 21 milhões de pessoas, indicou nesta terça-feira a ONU.
"A situação é inquietante, no sul não para de agravar-se, especialmente na província de Sindh, e o número de afetados já é próximo aos 21 milhões de pessoas em todo o país", disse Elizabeth Byrs, porta-voz do escritório humanitário da ONU (OCHA).
A nova secretária-geral adjunta da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, quem acaba de substituir no cargo John Holmes, começou hoje uma visita ao país asiático.
Amos permanecerá no Paquistão até 10 de setembro, onde se reunirá com autoridades, doadores, agências da ONU e parceiros humanitários, além de ir a algumas áreas afetadas, como Sindh.
Pelo menos 10 milhões de pessoas estão desabrigadas no país, segundo a nova estimativa da ONU, que cita "uma das piores crises humanitárias de sua história".
"De acordo com novas estimativas após as inundações mais recentes em Sindh, pelo menos 10 milhões de pessoas estão sem teto atualmente", afirmou Maurizio Giuliano, porta-voz no Paquistão da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU.
"E isto não inclui aqueles que já receberam ajuda de emergência e aqueles abrigados em escolas", completou Giuliano. Ele afirmou que as inundações no Paquistão se tornaram "um dos piores desastres humanitários da história da ONU, em termos do número de pessoas que precisam de ajuda e do tamanho da área afetada".

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