O primeiro embaixador do Irã na Bolívia, Alizera Ghezili, apresentou, nesta segunda-feira, suas credenciais ao presidente boliviano, Evo Morales, no momento em que aumenta a cooperação política e econômica entre os governos "anti-imperialistas" de ambos os países.
O diplomata visitou Morales no palácio presidencial de La Paz uma semana depois de o ministro iraniano da Indústria e Mineração, Ali Akbar Mehravian, anunciar, no mesmo lugar, uma linha de crédito de U$ 250 milhões, pouco mais de R$ 430 milhões, para projetos industriais bolivianos.
Esse financiamento, junto a outro programa de cooperação iraniano de U$ 1 bilhão iniciado em 2007, foi destacado por Ghezili como fruto da aliança entre Teerã e La Paz, cujos líderes compartilham duras críticas a Estados Unidos e Israel.
"A chegada do embaixador iraniano consolida a política boliviana de relações sem condições com todos os países do mundo", disse a jornalistas o chanceler boliviano, David Choquehuanca.
Nem Morales, nem Ghezili fizeram declarações à imprensa depois do primeiro encontro oficial, que coincidiu com uma confirmação do governo boliviano de que parte da cooperação iraniana será destinada a projetos de prospecção de novas reservas de minerais, incluindo o urânio.
Morales buscou uma aproximação com o Irã e rompeu relações diplomáticas com Israel, assim como fez seu aliado venezuelano, Hugo Chávez.
O presidente boliviano também levou as relações entre seu país e os Estados Unidos ao nível mais baixo da história, quando expulsou, em 2008, o embaixador norte-americano e a agência antidrogas daquela nação.

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