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 Comandante dos EUA quer mais 2 mil soldados no Afeganistão
06 de setembro de 2010 19h23 atualizado às 20h23

O comandante das forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão solicitou o envio de mais 2 mil soldados para enfrentar a insurgência do Talibã, apesar do apoio cada vez mais reduzido ao conflito nos países que contribuem com tropas, segundo funcionários da Otan.

As fontes informaram que o pedido do general David Petraeus foi feito na semana passada e inclui 750 instrutores militares adicionais para dar treinamento às forças afegãs.

"Foi determinado que cerca de 2 mil pessoas seriam necessárias", disse um funcionário da Otan sob anonimato. "Há uma discussão em andamento sobre a questão".

O secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen, está em visita a Washington nesta segunda e terça-feira. Subordinados de Petraeus em Cabul disseram que não comentariam o assunto, e recomendaram um contato com a sede da aliança ocidental, em Bruxelas.

Uma fonte da organização disse que, provavelmente, os EUA oferecerão mais tropas ao contingente internacional no Afeganistão, que já é de cerca de 150 mil soldados. Mas a aliança também estaria procurando contribuições de outros países.

Desde que foi eleito, o presidente Barack Obama já enviou dezenas de milhares de soldados adicionais para o Afeganistão, mas afirmou que o contingente extra começará a ser retirado gradualmente em julho de 2011.

Críticos dizem que a estratégia dele saiu pela culatra, por passar ao Talibã o recado de que os EUA estão preparando para deixar o país, num momento em que as forças da Otan sofrem seu maior número de baixas no conflito.

Petraeus disse na semana passada que a retirada das tropas dos EUA a partir de julho vai começar com um "emagrecimento" geral do contingente, e não com uma retirada em grande escala.

Ao reforçar o treinamento das forças locais, a Otan espera que o Exército afegão chegue a 171,6 mil soldados até outubro de 2011, e que o contingente policial suba para 134 mil.

O presidente afegão, Hamid Karzai, espera que, a partir de 2014, as forças locais substituam totalmente as tropas estrangeiras na tarefa de manter a segurança no país.

O prazo depende, no entanto, do sucesso dos militares estrangeiros no combate ao Talibã e no treinamento das forças locais.

Rasmussen espera que a cúpula de novembro da Otan defina uma data em 2011 para o começo da transferência das atribuições para as forças afegãs. Até meados deste ano, ele dizia que o processo talvez pudesse começar já em 2010.

Reuters
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