O ministro de Exteriores da Itália, Franco Frattini, assegurou nesta segunda-feira, que as autoridades iranianas ainda não tomaram uma decisão sobre Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43 anos, condenada ao apedrejamento por adultério.
Frattini explicou em entrevista à emissora Rádio 1 que o embaixador italiano no Irã se reuniu nestes dias com vários responsáveis iranianos "que lhe asseguraram que ainda não foi tomada nenhuma decisão".,/p>
O ministro respondeu assim aos temores do filho de Sakineh, Sajjad Mohammadi Ashtiani, que afirmou hoje acreditar que sua mãe poderá ser executada na próxima sexta-feira, em ocasião do final do Ramadã.
O chefe da diplomacia italiana acrescentou que é possível interpretar o silêncio das autoridades iranianas como "um momento de reflexão" sobre o futuro de Sakineh após a forte mobilização internacional.
"Não é um mistério que no Irã exista um debate alimentado por quem se pergunta se convém ao país ficar isolado", acrescentou Frattini.
No dia 31 de agosto, tanto Frattini como a ministra para a Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, pediram ao Governo do Irã "um ato de clemência" e em vários edifícios institucionais da Itália foi pendurada uma foto de Sakineh.

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