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 Chile já pensa em "plano C" para resgatar mineiros
06 de setembro de 2010 16h20 atualizado às 19h02

Com a entrada em operação do "plano B" neste domingo, o Chile já pensa no "plano C" para resgatar aos 33 mineiros que foram soterrados na mina San Jose, no norte do Chile, em 5 de agosto. Enquanto trabalha-se com as duas primeiras alternativas, o terreno está sendo preparado para que o "plano C" seja posto em prática daqui a duas semanas.

Três empresas lutam, como em uma "competição", para resgatar o grupo o mais rápido possível, segundo fontes oficiais. "Há aqui uma competição saudável entre as três companhias, e obviamente cada uma delas quer ser a primeira a resgatar os mineiros", disse o ministro das Minas, Laurence Golborne, ao apresentar os três planos de resgate à imprensa.

As alternativas postas em prática foram selecionadas depois de descartados um resgate direto dos mineiros por dentro da mina e a construção de um túnel, estratégias que levariam tempo demais.

Finalmente, decidiu-se pela construção de uma "chaminé", um duto de ventilação, para resgatar os homens. A perfuração de três dutos está sendo feita simultaneamente por três máquinas, que utilizam tecnologias diferentes.

O "Plano A", que começou a operar há uma semana, é uma Raise Bore modelo Strata 950 de origem sul-africana, usada, geralmente, para perfurar dutos de até oito metros de diâmetro.

A máquina perfura um "tiro inicial" de 3 cm a 38 cm de diâmetro com velocidade de 15 m a 25 m de penetração por dia, dependendo do tipo de solo. Posteriormente, o diâmetro de perfuração pode ser ampliado para até 66 cm.

Entre as vantagens desta máquina, o ministro destaca tratar-se de uma "técnica conhecida e testada em rocha dura", que leva, em média, de três a quatro meses para perfurar 700 m - profundidade a que se encontram os mineiros.

A segunda máquina - o "Plano B" é uma sonda Schramm T-130, montada sobre um caminhão com pneus utilizados normalmente em sondas de exploração profunda de poços d'água.

A missão desta máquina é alargar um duto de diâmetro pequeno, previamente perfurado, até atingir 630 m de profundidade.

Em uma primeira etapa, as equipes de operação usarão um martelo de 30 cm de diâmetro; depois, passarão a perfurar com um de 70 cm.

A velocidade média de avanço desta técnica varia entre 1 m e 3 m por hora, dependendo do tipo de solo.

O "Plano C", a terceira alternativa, é uma sonda petroleira modelo RIG 422. É um equipamento montado sobre esteiras gigantescas, com uma torre de 45 m de altura usada, principalmente, para a exploração de petróleo.

Esta máquina exige uma área grande para sua instalação, de 100 m por 80 m, e pode perfurar até 2 mil metros. A velocidade varia entre 20 e 40 metros por dia, o que significa uma margem de dois a três meses para perfurar os 700 m.

O "Plano A" já tinha 90 m de profundidade perfurados nesta segunda-feira, enquanto o "Plano B" chegou a 26 m.

AFP
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