O Conselho de Segurança das Nações Unidas receberá nesta terça-feira o resultado da investigação sobre o brutal ataque perpetrado por grupos armados rebeldes na República Democrática do Congo, no qual mais de 240 civis foram violentadas a apenas 30 quilômetros de uma base da missão da ONU. O secretário-geral adjunto para Operações de Paz do organismo, Atul Khare, que lidera a delegação enviada ao Congo, será o encarregado de explicar ao órgão.
Segundo números preliminares divulgados pela ONU, das mais de 240 vítimas, 28 eram menores de idade e quase todas eram meninas entre 12 e 17 anos. O ataque foi realizado por guerrilheiros congoleses Mai-Mai e das Forças Democráticas para a libertação de Ruanda (FDLR) e aconteceu entre os dias 30 de julho e 2 de agosto contra várias aldeias da província de Kivu Norte, uma região remota e complicada do leste do país.
A missão da ONU na República Democrática do Congo (Monusco) assegurou que não teve conhecimento da agressão até uma semana depois do incidente, apesar de acontecido em um povoado próximo a uma de suas bases.
O Conselho de Segurança expressou recentemente seu mal-estar pelo ocorrido e pediu em uma declaração conjunta e unânime que as circunstâncias sejam esclarecidas, assim como a conduta dos "capacetes azuis". Para isso, a organização enviou uma delegação especial ao país africano para investigar o ataque e o porquê os "capacetes azuis" não conseguiram impedir um incidente tão grave apesar ter uma base a 30 quilômetros do local do ataque.

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