O ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, afirmou nesta segunda-feira que o comunicado no qual o grupo terrorista ETA anuncia um novo cessar-fogo é "insuficiente", porque a organização "tem que deixar a violência de todo, para sempre".
Estas são as primeiras declarações do titular espanhol do Interior sobre o anúncio do ETA de não realizar "ações armadas ofensivas", divulgado esse domingo pela rede pública britânica BBC.
Rubalcaba insistiu em que o governo espanhol não vai mudar uma "vírgula" em sua política antiterrorista nem está negociando com o ETA.
A Espanha não pode confiar no anúncio de trégua feito pelo grupo armado separatista basco e vai continuar a perseguir os seus integrantes, disse o ministro na televisão nacional na segunda-feira.
Por sua vez, o ministro de Fomento e vice-secretário-geral do PSOE, José Blanco, considerou que o comunicado é uma "oportunidade perdida", já que não vem precedido do abandono definitivo das armas e da violência, e avaliou a "opinião unânime de todas as forças democráticas" frente ao anúncio do ETA.
María Dolores de Cospedal, secretária-geral do conservador Partido Popular, o principal da oposição na Espanha, insistiu hoje em que o único comunicado do ETA "que vale" é o que anuncie que abandona as armas e lembrou que sempre que se aproximam eleições há declarações similares do grupo armado.
O cessar-fogo do grupo foi recebido com ceticismo pelos partidos políticos espanhóis e com a exigência de que o único passo que deve dar a organização é o abandono das armas e sua dissolução.

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