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 Gastronomia chilena sacia a fome no acampamento "Esperanza"
05 de setembro de 2010 17h01 atualizado às 18h17

Enquanto as equipes de socorro trabalham sem descanso para resgatar os 33 mineradores soterrados na mina San José, no acampamento "Esperanza" um grupo de voluntárias cumpre a exigente tarefa de saciar a fome das famílias, jornalistas, policiais e de qualquer pessoa que esteja no local.

Quem comanda esta titânica missão é Georgina Galleguillos, que chegou à jazida três dias depois do primeiro desabamento e, desde então, passou a fazer uma grande variedade de pratos, em sua maioria especialidades chilenas, para que ninguém passe fome.

"Até agora preparamos todos os tipos de legumes, massas, verduras, ensopados, peixes e frutos do mar e a aceitação foi absoluta", explica à agência Efe Giorgina, uma funcionária da Prefeitura de Vallenar, localidade vizinha a Copiapó, cerca de 834 quilômetros ao norte de Santiago.

Um dos pratos mais apreciados até o momento é o charquicán, um guisado chileno com batatas, feijões verdes, abóbora, carne e cebola, entre outros ingredientes. "Teve um sucesso incrível, já tivemos de repetir várias vezes", disse a voluntária.

O frango ervilhado com arroz também causou sensação, especialmente entre os correspondentes internacionais que chegaram ao deserto do Atacama para a cobertura jornalística da maior operação de resgate de mina na história.

Apesar da quantidade de porções que tem de preparar diariamente para todos no acampamento, Georgina destaca que não falta comida. Em alguns dias, o número de pessoas no local chega a 300.

"A quantidade consumida para atender a demanda chega a 15 quilos de lentilhas, dois quilos de arroz, três abóboras, seis molhos de acelga, duas dúzias de salsichas, três cebolas e 60 ovos", ressalta.

Com quase um mês de espera, mais parentes que o habitual pernoitaram no acampamento.

"Nos dá um pouco de tristeza, mas por outro lado, o fato de saber que estão bem nos dá forças para esperá-los, seja quanto tempo for", disse à Efe Silvia Segóvia, parente do minerador Víctor Segóvia.

EFE
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