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 Tremores secundários atrapalham limpeza na Nova Zelândia
05 de setembro de 2010 16h26 atualizado às 17h25

Fortes tremores secundários e ventanias atrapalharam a limpeza da maior cidade da Nova Zelândia no domingo, depois do terremoto mais destruidor do país em 80 anos.

Christchurch e uma ampla área a seu redor de comunidades rurais e fazendas na Ilha do Sul foram atingidas por um terremoto de magnitude 7,1 na manhã de sábado, derrubando postes de energia, destruindo ruas e estradas, rompendo canos de água e esgoto e danificando fachadas de prédios.

As estimativas iniciais para o custo do terremoto ficaram em cerca de 2 bilhões de dólares neozelandeses, quase R$ 2,5 bilhões, mas a Comissão do Terremoto, um fundo público de desastres, tem fundos suficientes para cobrir o prejuízo.

Algumas importantes instalações públicas, como pontes, o aeroporto, a universidade e um estádio que abrigará a Copa do Mundo de Rúgbi em 2011, sofreram apenas danos superficiais, embora estudos de engenharia mais detalhados ainda estejam sendo feitos.

O estado de emergência continua em vigor em toda a região e o distrito central comercial de Christchurch continua fechado.

"Temos alguns dias difíceis pela frente e não estou otimista", disse o prefeito de Christchurch, Bob Parker, na rede de televisão New Zealand.

"Gostaria que a área central fosse aberta amanhã, mas observando alguns prédios ali, vejo que é improvável", afirmou.

Todas as escolas em Christchurch e algumas dos arredores ficarão fechadas pelo menos até quarta-feira, com os engenheiros realizando estudos estruturais essenciais.

O ministro da Defesa Civil, John Carter, disse que as Nações Unidas e os Estados Unidos ofereceram ajuda, mas foi recusada, pois o país tem condições de arcar com os prejuízos.

Prédios danificados
Cerca de 500 prédios foram danificados, com mais de 90 no centro do município, disse o Conselho da Cidade de Christchurch.

Os tremores secundários, que chegaram à magnitude de 5,1, causaram mais danos, com tijolos e paredes caindo. A precisão de ventos de 130 km/h aumentou os temores de que prédios abalados ficarão ainda em pior estado ou despencarão.

Quase 300 pessoas ficaram desabrigadas e estavam em centros de emergência e cerca de 1 mil estão sendo alimentadas por grupos de assistência social. A energia foi restaurada em 95% da região e a água a 80%, embora a água ainda não seja segura para beber por causa da contaminação do encanamento estourado.

O primeiro-ministro, John Key, que cresceu em Christchurch e tem uma irmã que mora lá, disse, depois de visitar a cidade, que a limpeza e a reconstrução levariam um longo tempo.

"Pelo menos um ano. Não é uma coisa de curto prazo e vai levar algumas semanas para apresentar essas questões", disse Key à TVNZ.

É o terremoto mais destruidor da Nova Zelândia desde que a cidade de Napier foi devastada em 1931.

O terremoto está entre os dez mais fortes a atingir o país, que fica entre as placas tectônicas do Pacífico e Indo-Australiana e registra cerca de 14 mil tremores ao ano, dos quais cerca de 20 ultrapassam a magnitude 5.

O último terremoto fatal foi em 1968, com magnitude de 7,1, que matou três pessoas em West Coast, na Ilha do Sul.

Reuters
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