Mulher chora segurando a bandeira chilena com os dizeres: "Te esperamos Claudio"
Foto: AFP
Parentes dos 33 mineiros presos em uma mina do norte chileno cantaram, tocaram buzinas e choraram neste domingo às 13h45 locais (14h45 de Brasília), um mês depois do desabamento que os deixou encurralados a 700 metros de profundidade.
"Vamos, vamos mineiros, que esta noite vamos retirá-los...", cantaram os familiares, que subiram junto com o ministro da Mineração, Laurence Golborne, em uma colina próxima à mina onde tremulam 32 bandeiras chilenas e uma boliviana, pela nacionalidade de cada um deles.
"Ao completar-se um mês, lembramos cada um de nossos 32 mineiros e um boliviano que, a esta altura, teremos que adotar", disse o ministro, que depois leu os nomes de todos. Várias pessoas choraram e houve momentos de tensão, quando alguns se irritaram com a imprensa. "Saiam, m(...)", gritou uma mulher em prantos para os fotógrafos que a cercavam. O ministro pediu que a polícia retirasse os repórteres e cinegrafistas. "Um pouquinho de respeito, por favor!", pediu Golborne.
Pouco antes, houve o hasteamento da bandeira chilena e o hino nacional foi cantado. "Fico com pena porque não eram para estar lá completando um mês na mina. Deveriam estar com suas famílias", disse à AFP María Segovia, irmã do mineiro Darío Segovia. "Ele está bem, a única coisa que quer é sair o quanto antes", acrescentou.
Os 33 mineiros ficaram presos em 5 de agosto e 17 dias depois as autoridades conseguiram estabelecer contato e confirmar que todos estavam vivos. Desde então, as equipes de resgate iniciaram uma troca de comunicações com os mineiros e a enviar alimentos e outros objetos.

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