O presidente da Câmara dos Deputados Gianfranco Fini anunciou, neste domingo, "o fim" do PDL (Povo da Liberdade), partido que havia fundado com o chefe do governo italiano Silvio Berlusconi e a quem propôs um "pacto" para pôr fim à legislatura atual.
No encerramento da festa de seu partido "Futuro e Liberdade pela Itália" (FLI), em Mirabello, 450 km ao nordeste de Roma, Fini criticou duramente o presidente do Conselho, a quem acusou também de "se arrastar" diante de seu aliado da Liga do Norte e de "ser submisso" ao líder líbio Muammar Kadhafi, recebido recentemente com pompa em Roma.
Durante um discurso de mais de uma hora, várias vezes interrompido pelos aplausos de seus partidários, o presidente da Câmara considerou que o presidente do Conselho deveria "respeitar as instituições" e criticou diversas medidas, como os cortes orçamentários na Educação.
Lembrando que a crise entre os dois havia eclodido no dia 29 de julho, quando o PDL o expulsou "de fato", Fini repetiu: "O PDL acabou, o PDL não existe mais".
No entanto, ele se recusou depois a pedir eleições antecipadas, considerando que os italianos "estão cansados deste estado de campanha eleitoral perene", e propôs um "pacto" para pôr fim à legislatura em 2012.
O principal partido da oposição, o Partido Democrata, de esquerda, considerou, por meio de seu chefe, Pierluigi Bersani, que "a crise política era evidente" porque o próprio Fini "não acredita em seu pacto".
O ministro da Defesa, Ignazio la Russa, considerou que o presidente da Câmara tinha "jogado ping pong, ao oscilar entre um passo à frente e outro para trás".
O porta-voz de Berlusconi, Paolo Banaiuti, indicou à imprensa que o chefe do governo italiano não comentará a notícia.

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