O Vaticano acompanha "há dias e com muita atenção tudo o que ocorre no Irã com relação ao caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani", a iraniana condenada à morte em seu país por adultério. A informação chegou depois que o filho de Sakineh, Sajjad Ghaderzadeh, fizesse um chamado ao governo da Itália e ao papa Bento XVI pedindo a intervenção para evitar a execução de sua mãe.
O Vaticano recordou neste domingo que é contrário à pena de morte, ao comentar o caso da sentença de apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, e afirmou que intercede ante as autoridades do Irã pelos "canais diplomáticos" e não publicamente.
"A Santa Sé acompanha este caso com atenção e envolvimento", declarou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, em uma resposta às perguntas dos jornalistas enviada à imprensa neste domingo.
"A posição da Igreja, contrária à pena de morte, é conhecida, e o apedrejamento é uma forma particularmente brutal", completou. "No entanto, a intervenção da Santa Sé sobre as questões humanitárias ante autoridades de outros países acontece habitualmente não de forma pública, e sim através dos canais diplomáticos", explicou.
De fato, o Papa Bento XVI não fez nenhuma referência ao tema neste domingo durante a benção do Angelus.
Ashtiani, de 43 anos, foi condenada em 2006 por manter uma "relação ilícita" com dois homens depois da morte de seu marido. Pouco depois foi condenada à morte por apedrejamento por adultério.
Com informações de agências internacionais
- Redação Terra


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