Ele afirmou que um pedido de filiação foi apresentado ao partido, mas não houve efetivação por um erro de grafia. A imprensa noticiou que o contador foi filiado ao PT entre 2003 e 2009. Sua saída teria ocorrido menos de dois meses após ter violado o sigilo fiscal de Verônica.
"Como o nome estava errado, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) não aceitou a filiação... Consequentemente, ele não foi aceito perante a Justiça Eleitoral, tampouco foi considerado filiado do PT," disse Edinho a jornalistas após comício eleitoral em Guarulhos (SP) que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pedido de filiação, segundo o dirigente, foi feito em 2003 no diretório do PT de Mauá, na Grande São Paulo.
O partido também emitiu nota sobre o caso. "Ao ser escrita ou digitada a solicitação de filiação, o seu nome foi grafado de forma incorreta, encaminhando-se, em decorrência disso, aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral, o pedido de registro de filiação em nome de Antônio Carlos Atelka Ferreira," esclarece o partido no texto, acrescentando que por conta da incompatibilidade entre o nome do pedido de filiação e os documentos eleitorais, o TRE deixou de efetivar a filiação.
"Desde então, o sr. Antônio Carlos Atella Ferreira nunca procurou os dirigentes do diretório de Mauá para corrigir a situação da sua filiação junto a Justiça Eleitoral," acrescenta a nota.
Segundo Edinho, Atella não é considerado integrante do partido. "Ele nunca participou de nenhuma das atividades do PT," disse Edinho.
(Reportagem de Hugo Bachega)

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