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 vc repórter: brasileiros sentem tremor na Nova Zelândia
03 de setembro de 2010 17h12 atualizado em 08 de setembro de 2010 às 16h36

Casas ficam completamente destruídas após tremores em Christchurch. Foto: Pedro Barros/vc repórter

Casas ficam completamente destruídas após tremores em Christchurch
Foto: Pedro Barros/vc repórter

O brasileiro Marcelo Matheos, de 17 anos, que passa férias na em Blenheim, na Nova Zelândia, sentiu o tremor do terremoto que atingiu a região de Christchurch as madrugada deste sábado (horário local), apesar de a cidade em que ele está hospedado ficar a mais de 200 km do local onde o terremoto foi registrado. "Tudo tremeu por cerca de 15 segundos. Apesar de não ter sido tão forte, vi os objetos se mexerem em cima da mesa. Fiquei bastante assustado", disse.

Marcelo, que concluiu o ensino médio no ano passado, foi conhecer o país há nove meses, e mora temporariamente na casa da irmã. Segundo ele, por volta das 4h35 da manhã, quando ele estava quase dormindo, sentiu o tremor. Imediatamente se levantou e foi observar a rua, pela janela do quarto. "O governo aqui recomenda que as pessoas saiam de casa quando ocorrem terremotos. Mas estava extremamente frio lá fora. Fiquei aqui dentro", contou.

Assim que o tremor terminou, ele entrou na internet e descobriu, pelo Twitter o que tinha ocorrido. "Estou tremendo aqui", postou na página. Em seguida, Marcelo foi procurar mais informações no site oficial do governo, onde descobriu mais detalhes do ocorrido. De acordo com ele, os telefones celulares não funcionaram na cidade por dez minutos.

"Cinco minutos depois do tremor, minha mãe entrou no msn para falar com a gente", disse. Marcelo conta já tem passagens compradas para retornar à sua cidade, em Gravataí, no Rio Grande do Sul. "Volto daqui a vinte dias. Mas, agora, minha mãe quer que eu volte antes", contou.

Magnitude 7,2 graus na escala Richter
O terremoto em Christchurch atingiu 7,2 graus na escala Richter, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Não há informações sobre vítimas.

O epicentro do tremor foi a 16 km de profundidade e aconteceu às 4h35 de sábado (horário local) 13h35 (horário de Brasília). Christchurch, na costa leste, é a segunda maior cidade da Nova Zelândia, com população de 342 mil pessoas. "Não há ameaça de tsunami destrutivo com base no histórico de terremotos e dados", disse o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico.

Reflexos
O também brasileiro, Pedro Barros, de 20 anos, que está em Christchurch há quase dois meses, além de ter sentido o terromoto de perto, também sentiu seus reflexos nos dias que se seguiram. Segundo ele, na madrugada de domingo, foram sentidos 16 tremores leves e, na madrugada de segunda-feira, ainda deu para sentir mais três.

Outro problema enfrentado por quem mora na região é a falta de líquidos. "Não tem nenhum tipo de bebida nos mercados", disse Barros. Isto porque, não há água potável na cidade, já que os dutos de água se romperam com os tremores. Com isso, os moradores saíram em busca de bebidas e os estoques acabaram. "Estamos fervendo a água para beber, já que ela vem sem tratamento", explica.

Também em razão dos tremores, as aulas foram suspensas. Na escola em que o brasileiro estuda, os alunos estão sem aula até esta quarta-feira. "A escola não sofreu nenhuma avaria, mas vários professores perderam tudo", contou. Além disso, o transporte também foi afetado, dificultando os deslocamentos de alunos, professores e funcionários.

Apesar de a residência que Barros divide com outros brasileiros não ter sofrido nenhum dano, alguns de seus companheiros já estão procurando outros lugares para morar, entre eles Auckland, capital financeira da Nova Zelândia.

De acordo com o estudante, o local mais afetada pelo tremor foi a região da Cathedral Square, no centro da cidade. "Porque lá as construções são mais antigas", conta. O local foi isolado para a segurança dos moradores.

Os internautas MarceloMatheos, de Blenheim, e Pedro Barros, de Christchurch, ambas na Nova Zelândia, participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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  1. Casas do centro de Christchurch, na Nova Zelândia, ficam totalmente destruídas após terremoto

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    Foto: Pedro Barros/vc repórter

  2. Para garantir a segurança dos moradores da cidade, a região da Cathedral Square é isolada

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    Foto: Pedro Barros/vc repórter

  3. Após tremor, tijolos caem sobre carro

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    Foto: Pedro Barros/vc repórter

  4. Apesar da estrutura do prédio não ter sido danificada, os vidros não resistiram ao tremor

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    Foto: Pedro Barros/vc repórter

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