O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) se mostrou hoje preocupado com a deportação "forçada" de iraquianos por Suécia, Noruega, Dinamarca e Reino Unido, acontecida na quarta-feira, segundo o porta-voz do órgão, Adrian Edwards.
"Até o momento, não pudemos confirmar os relatórios que apontam para que também havia três iranianos entre as pessoas que embarcaram", acrescentou.
Edwards negou alegações de que os países europeus tivessem aproveitado para realizar estas deportações por causa da recente retirada das tropas de combate americanas do país, e o fato de que o Governo iraquiano declarou sua "soberania".
O porta-voz desta agência das Nações Unidas ressaltou que "alguns dos deportados puderam ser destinados a zonas mais seguras, como a região do Curdistão".
"Pressionamos os gGovernos europeus para que proporcionem proteção aos iraquianos até que a situação em seus lugares de origem lhes permita um retorno voluntário e seguro", declarou. O Acnur lembrou que mais de 1,5 milhão de iraquianos permanecem refugiados fora do Irã, centenas de milhares deles em países vizinhos como Síria ou Jordânia.

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