Wayne Phillips termina de colocar tábuas para proteger da aproximação do furacão Earl na Carolina do Norte
Foto: AFP
O furacão Earl começou a atingir um grupo de ilhas na Carolina do Norte, provocando ventos e ondas fortes. O fenômeno natural se movimenta rumo ao norte, paralelamente à Costa Leste dos Estados Unidos, em direção à Nova Inglaterra e ao Canadá, informou na noite desta quinta-feira o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (CNF).
Segundo o instituto, a gigantesca tempestade foi reduzida à categoria 2 da escala Saffir-Simpson (que vai até 5), com ventos regulares de 165 km/h, bem mais brando do que no seu auge mais cedo, quando chegou a ser classificado como de categoria 4.
Os meteorologistas acreditam que o Earl enfraquecerá ainda mais, embora ainda seja um grande e forte furacão. Pelo menos 100 mil pessoas receberam ordens para deixar as ilhas Outer Banks, na Carolina do Norte, onde há previsões de ondas superiores a 4,6 m.
O centro do furacão se encontrava 260 km ao sul-sudeste do cabo Hatteras às 21h (horário de Brasília), de onde deveria ter sua maior aproximação na madrugada de sexta-feira. Em seguida, a previsão é de que ele faça uma curva gradual para nordeste, passando ao largo da Costa Leste, até chegar no sábado ao Canadá.
"Esperamos que as condições ao longo da Costa Leste se deteriorem rapidamente hoje à noite e amanhã", disse Craig Fugate, administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, por teleconferência.
Não há previsão de que o Earl atinja diretamente o território dos Estados Unidos, mas ele deve causar transtornos às vésperas do feriado prolongado do Dia do Trabalho americano, que marca o fim das férias de verão. "Este é um sistema grande, com impactos bem longe do centro", disse Fugate, qualificando o Earl como "uma tempestade muito perigosa".
O CNF disse que os ventos do Earl têm força de furacão num raio de 110 quilômetros e que, por isso, não precisa chegar ao continente para causar estragos.
As ilhas Outer Banks estão habitualmente expostas a tempestades, mas essa é a maior a ameaçar a Carolina do Norte desde o furacão Floyd, que matou 50 pessoas em 1999 no Estado.
Na ilha Ocracoke, Ryan O'Neal, 31 anos, capitão de um barco turístico, e seu cachorro assistiam à partida da última balsa sem intenção de deixar o local.
"Estou aqui a cada furacão desde que nasci. Este pode ser ruim, mas tenho certeza de que já tivemos piores. Tenho de cuidar da minha casa e do meu barco", afirmou. "As árvores estão começando a chacoalhar um pouco por causa do vento. Estive na praia e, embora fosse maré baixa, as ondas chegavam às dunas."
Há estado de alerta e atenção ao longo de grande parte da Costa Leste ¿ Carolina do Norte, Virgínia, Maryland, Delaware, Nova Jersey, Nova York, Connecticut, Rhode Island, Massachusetts e Maine. No Canadá, partes da Nova Scotia e de New Brunswick estão em alerta.
Segundo a Administração de Informação de Energia americana, o Earl pode afetar a capacidade de refino do país em 1,1 milhão de barris por dia, ou cerca de 7 por cento da capacidade nacional total.
Isso inclui 858 mil barris por dia em quatro refinarias na região da Filadélfia, 238 mil barris na refinaria de New York Harbor e 66 mil barris por dia na refinaria de Yorktown, Virginia.

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