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 México: sobrevivente de chacina diz que viajava com 76 pessoas
02 de setembro de 2010 18h33 atualizado às 21h45

Familiares choram durante enterro do hondurenho Miguel Cárcamo, uma das vítimas da chacina, em El Guante. Foto: EFE

Familiares choram durante enterro do hondurenho Miguel Cárcamo, uma das vítimas da chacina, em El Guante
Foto: EFE

O equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que sobreviveu à chacina de 72 migrantes latino-americanos na semana passada, no México, disse que estava com 76 pessoas quando foi interceptado pelo grupo que cometeu o massacre, informou o governo do Equador esta quinta-feira.

"Viajavam comigo 76" pessoas, disse Lala Pomavilla à imprensa oficial, no avião da presidência equatoriana que o levou de volta a seu país, no domingo.

Após o massacre, as autoridades mexicanas acharam 72 corpos e na quarta-feira confirmaram a existência de um segundo sobrevivente de nacionalidade hondurenha, um fato que anteriormente foi revelado pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, baseado no testemunho de Lala Pomavilla.

O equatoriano ratificou que a matança foi cometida pelo cartel de narcotraficantes "Los Zetas", razão pela qual pediu a seus compatriotas que se abstenham de tentar voltar ilegalmente aos Estados Unidos através do México.

"Não venham, há muitos bandidos que não deixam passar, não venham mais. Digo a todos os equatorianos que não viajem mais porque Los Zetas estão matando muita gente", advertiu.

As autoridades mexicanas identificaram 33 das 72 vítimas: 12 salvadorenhos, quatro guatemaltecos, um brasileiros e 16 hondurenhos, cujos corpos foram repatriados na quarta-feira.

Na sexta-feira passada, o promotor-geral do Equador, Washington Pesántez, assegurou ter a confirmação de pelo menos seis equatorianos mortos, mas Correa afirmou, um dia depois, que ainda não se "pôde verificar" esta informação.

AFP
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