Notícias » Mundo » Mundo

 Presidente mexicano defende avanço na guerra ao narcotráfico
02 de setembro de 2010 02h25 atualizado às 02h57

O presidente do México, Felipe Calderón, defendeu nesta quarta-feira "o avanço na ofensiva contra o crime organizado" em seu governo. A afirmação faz parte do quarto relatório de sua gestão e ignora numerosas críticas à guerra declarada por sua administração ao narcotráfico.

"O indicador mostra uma tendência positiva nos últimos anos", afirma o documento apresentado ao Congresso, no qual o líder revela que os cartéis perderam US$ 10,3 bilhões durante seu governo, iniciado em dezembro de 2006.

O governo americano quantificou em US$ 25 bilhões anuais o negócio dos cartéis mexicanos, por isso este número representaria perdas aproximadas de 10%.

Quanto às apreensões de droga, Calderón afirmou que foi evitado que cada jovem mexicano tivesse acesso a mil e quinhentas doses. O maior confisco foi de cocaína, com 99 toneladas. No último ano foram confiscados carregamentos avaliados em US$ 72 milhões.

O relatório faz referência também aos chefes e grandes responsáveis pelos cartéis que foram mortos, e destaca Arturo Beltrán Leyva e Ignacio "Nacho" Coronel, ambos abatidos em operações de captura das Forças Armadas.

O item de segurança do relatório não fala das 28 mil mortes registradas no presente governo na chamada "guerra ao narcotráfico", a maioria membros dos cartéis, que morreram nos choques entre os próprios grupos criminosos pelo controle dos pontos de venda de drogas.

O elevado número de mortes é a principal crítica feita a Calderón por diversos setores. De acordo com dados dos serviços secretos, houve quase mil enfrentamentos armados desde o início do governo.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.