Os colonos israelenses da Cisjordânia iniciaram simbolicamente, nesta quarta-feira, a construção de uma sala de esporte num assentamento perto de Jerusalém, para protestar contra o atentado palestino que matou quatro israelenses.
"Nossa resposta à violência é a construção", afirmou Naftali Bennett, diretor do Conselho de Yesha, organismo representativo dos colonos da Cisjordânia, durante cerimônia, em Adam, norte de Jerusalém. Dezenas de moradores com cartazes com a estrela de Davi assistiram à solenidade, constatou um correspondente da AFP.
Nas faixas colocadas na parede de uma escola podia-se ler: "Eles disparam e nós construímos". Lia-se, também, "terminamos com o congelamento, reiniciamos a construção", em referência à moratória governamental sobre as edificações na Cisjordânia que vai até 26 de setembro.
O governo israelense impôs em novembro passado moratória parcial de dez meses ao levantamento de casas na Cisjordânia ocupada, para pressionar os palestinos a voltarem à mesa de negociações.
Presente à cerimônia, o deputado Dany Danon, membro da ala direita do Likud, o partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, congratulou-se com a posição do chefe de governo que, segundo ele, pronunciou-se a favor do reatamento da colonização, ao final da moratória.
Dois casais de colonos israelenses, entre eles uma mulher grávida, morreram na terça-feira num ataque perto da implantação de Kyriat Arba, próxima a Hebron (Cisjordânia), reivindicada pelo braço armado do Hamas.

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