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 Netanyahu quer pôr fim ao conflito "de uma vez por todas"
01 de setembro de 2010 15h52 atualizado às 17h54

Obama conversa com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Foto: Reuters

Obama conversa com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington
Foto: Reuters

O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu disse nesta quarta-feira, em Washington, que deseja pôr um fim ao conflito com os palestinos "de uma vez por todas".

O israelense também estimou que o líder palestino Mahmud Abbas é seu "parceiro na paz". Netanyahu falou sobre o assunto na véspera de uma cerimônia de retomada do diálogo direto entre ambas as partes, nos Estados Unidos.

Contudo, o chefe de governo israelense vai advertir mais tarde na Casa Branca, numa declaração, com trechos antecipados à imprensa, que "a paz também deve ser defendida por seus inimigos". "Buscamos a paz que ponha fim ao conflito entre nós de uma vez por todas. Buscamos uma paz que dure gerações", disse.

Assentamentos
Netanyahi avisou nesta quarta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que não mudará a decisão de seu governo de encerrar a moratória dos assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Segundo indicou à agência EFE uma fonte diplomática israelense que participa do processo, que preferiu manter anonimato, Netanyahu disse a Obama em reunião bilateral que "a decisão do Governo sobre a moratória não será modificada", da mesma forma que o fez ontem em encontro com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Para Netanyahu, o assunto dos assentamentos deve ser tratado dentro do contexto de vários temas a serem resolvidos entre palestinos e israelenses, não como uma questão isolada.

O fim da moratória na construção de novos assentamentos judaicos na Cisjordânia, que expira em 26 de setembro, foi considerado um dos primeiros empecilhos a serem superados por essa nova tentativa de paz.

Os aliados políticos de Netayahu advertiram que renovar a moratória significaria se render às exigências palestinas. Por sua vez, os palestinos assinalam que, caso as construções nos assentamentos continuem, o processo de paz se verá ameaçado.

Mas, para a delegação israelense que negocia em Washington, "o verdadeiro tema a tratar seria o da fronteira em seu conjunto", assinalou a fonte. Segundo ela, "se discutimos as fronteiras, não seria preciso discutir a ampliação de um assentamento ou de outro".

Em sua reunião com Obama, o primeiro-ministro israelense considerou que se perdeu muito tempo com "temas secundários", destacou a fonte. Nesta oportunidade, é preciso "trabalhar no essencial", e "não buscar desculpas para denunciar a outra parte", acrescentou.

Durante sua reunião bilateral com o presidente americano, Netanayahu enunciou os três princípios que devem guiar um acordo de paz: segurança, reconhecimento do Estado de Israel, e tratado de paz, com uma declaração clara do término do conflito.

A segurança se transformou, agravada pelo atentado de ontem em que morreram quatro colonos israelenses, na principal preocupação da delegação de Israel.

Neste sentido, Israel irá à reunião trilateral de amanhã com pontos "muito concretos, não ideias abstratas para que não ocorram atentados como o de ontem", indicou a fonte diplomática.

Ela revelou que Netanyahu está "disposto a tomar medidas muito complicadas politicamente e assumir riscos, mas espera que os palestinos em paralelo tomem as medidas necessárias".

Com informações das agências internacionais

Redação Terra