Obama conversa com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, em Washington
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, iniciaram nesta quarta-feira uma reunião bilateral para preparar amanhã o restabelecimento do diálogo direto entre israelenses e palestinos. Obama condenou o "massacre absurdo" de quatro colonos israelenses na Cisjordânia na terça-feira - uma ação assumida pelo braço armado do movimento Hamas. O presidente afirmou que os extremistas não farão o diálogo direto de paz entre israelenses e palestinos fracassar.
Ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, com quem se encontrou durante 90 minutos na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos disse querer falar diretamente "aos israelenses e aos moradores da região do massacre absurdo que foi registrado ontem (terça-feira) perto de Hebron".
"Quero que todos saibam que os Estados Unidos não fraquejarão em seu apoio à segurança de Israel, e que vamos repelir esse tipo de atividade terrorista", disse Obama. "É preciso que o Hamas, e qualquer outro que reivindique estes crimes odiosos, compreendam que não vão nos impedir de garantir a segurança de Israel, nem de obter uma paz durável", afirmou o presidente americano.
Após o encontro, Obama se encontrará também com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, com o rei Abdullah II da Jordânia e com o líder do Egito, Hosni Mubarak.
Depois das reuniões, haverá um jantar na Casa Branca para o qual também está convidado o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, como representante do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, ONU e União Europeia).
Na quinta-feira, a secretária de Estado americano, Hillary Clinton, receberá Abbas e Netanyahu para realizar uma reunião trilateral na qual será oficializado o relançamento das negociações diretas e o reatamento do processo de paz.
Ataque em Hebron
Obama convocou hoje os líderes para saber de sua disposição ao diálogo e preparar, assim, o terreno para as negociações de amanhã.
No entanto, o ataque no qual quatro israelenses morreram, em uma estrada junto à cidade de Hebron, na Cisjordânia, um dia antes do início das reuniões preparatórias, mostrou que o extremismo está disposto a se interpor nos esforços de paz.
Netanyahu lamentou ontem a morte dos quatro colonos e garantiu que não permitirá "que o derramamento de sangue de civis israelenses fique impune. Encontraremos os assassinos".
Por sua parte, Hillary transmitiu suas condolências às famílias das vítimas e advertiu que "este tipo de violência brutal não tem justificativa em nenhum país, sob nenhuma circunstância".
O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse à Agência Efe que o atentado evidenciou que a segurança "é um dos fundamentos de um futuro tratado de paz".
Com informações das agências Efe e AFP.
- Redação Terra

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