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 Jornal iraniano diz que Carla Bruni deveria morrer, após carta
31 de agosto de 2010 09h46 atualizado às 10h13

Jornal fez acusações contra Bruni depois que ele se solidarizou com iraniana condenada à morte. Foto: Reuters

Jornal fez acusações contra Bruni depois que ele se solidarizou com iraniana condenada à morte
Foto: Reuters

Um jornal iraniano publicou nesta terça-feira que Carla Bruni, mulher do presidente francês, Nicolas Sarkozy, merecia morrer depois de expressar solidariedade a uma mulher que foi condenada à morte por apedrejamento após cometer adultério.

O jornal linha-dura Kayhan chamou Bruni de "prostituta" cujo estilo de vida significava que ela merecia um destino semelhante ao da iraniana que foi condenada à morte por adultério.

Bruni foi uma das diversas celebridades francesas que publicaram uma carta aberta a Sakineh Mohammadi Ashtiani, cujo caso provocou indignação internacional e trouxe à tona o uso do apedrejamento no Irã como pena capital.

Bruni escreveu: "Derrame seu sangue, deprive as crianças de sua mãe? Por quê? Porque você viveu, porque você amou, porque você é uma mulher, uma iraniana? Cada parte de mim se recusa a aceitar isso."

o jornal Kayhan, cujo editor-chefe é nomeado pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, publicou a carta de Bruni no sábado, sob a manchete: "Prostitutas francesas começam a defender direitos humanos".

Na terça-feira o jornal voltou ao assunto, criticando a "relação ilícita (de Bruni) com diversas pessoas", acusando-a de causar o divórcio de Sarkozy com a segunda esposa.

"Analisando o histórico de Carla Bruni, vemos claramente os motivos pelos quais uma mulher imoral estaria defendendo uma iraniana condenada à morte por adultério e por ser cúmplice do assassinato de seu marido e, de fato, ela mesmo merece morrer", afirmou o jornal.

Ashtiani, mãe de dois filhos, recebeu 99 chicotadas por ter mantido relações ilícitas com dois homens. A sentença de apedrejamento foi suspensa e aguarda revisão jurídica, mas pode ser executada, disse uma autoridade judicial iraniana.

Reuters
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