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 Putin pensa nas eleições, mas não diz se volta ao Kremlin
30 de agosto de 2010 05h58 atualizado às 07h56

Putin conversa com moradores da vila Aksionovo-Zilovskoe, na região de Zabaikalski; o premiê admitiu pensar nas eleições. Foto: Reuters

Putin conversa com moradores da vila Aksionovo-Zilovskoe, na região de Zabaikalski; o premiê admitiu pensar nas eleições
Foto: Reuters

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, reconheceu, em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal Kommersant, que já pensa nas eleições presidenciais de 2012, mas não esclareceu se vai se candidatar para retornar ao Kremlin.

Putin, que teve que ceder a presidência a Dmitri Medvedev já que a Constituição russa não permite mais de dois mandatos consecutivos, ressaltou: "O importante é que estes problemas de 2012 não nos desviem do caminho do desenvolvimento estável".

"A grandes rasgos, o país se desenvolve de maneira sólida. Não vejo grandes problemas. Claro que a crise nos desacelerou um pouco, mas, por outro lado, também nos ajudou a nos concentrar nas prioridades", disse.

Putin defendeu sua decisão de propor no final de 2007 um sucessor (Medvedev), ao considerar que "é uma prática muito estendida no mundo" . "O presidente dos Estados Unidos, como regra geral, sempre propõe um sucessor. O que há de anormal se o (presidente) que está saindo propõe ao país um homem que sabe que é honesto, profissional, uma pessoa que pode desempenhar de maneira eficaz esse trabalho?", disse.

O primeiro-ministro russo reconhece que está consciente da queda de sua popularidade entre a população, que se encontra em um dos níveis mais baixos desde que assumiu, pela primeira vez, o cargo de chefe do governo em agosto de 1999.

Cerca de 47% dos russos está descontente com a gestão do governo de Putin, segundo os resultados de uma pesquisa divulgada na semana passada.

Putin também respaldou a decisão das autoridades de proibir os protestos antigovernamentais da oposição não parlamentar, que se manifesta a cada dia 31 do mês para defender a liberdade de reunião.

O primeiro-ministro afirmou que se o objetivo da oposição é que as autoridades cedam, e se estas o fazem "haverá outro motivo para as provocações, esse é o ponto; e assim, eternamente".

Os analistas consideram que Putin, que se multiplicou com contínuas viagens de inspeção durante a temporada de incêndios florestais, está preparando o terreno para retornar ao Kremlin.

EFE
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