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 Mineiros presos pedem a Piñera rapidez no resgate
24 de agosto de 2010 23h49 atualizado em 25 de agosto de 2010 às 01h11

O presidente chileno, Sebastián Piñera, conversou nessa terça-feira com os mineiros presos a 700 m de profundidade em uma mina no norte do país, que lhe pediram rapidez no resgate.

Por meio do interfone instalado no estreito duto perfurado até o local onde o grupo está preso, ligado a um telefone comum, Piñera conversou com os mineiros do Palácio Presidencial de La Moneda, em Santiago.

O presidente narrou ao chefe de turno e líder do grupo, Luis Urzúa, chamado de "Don Luis" que no domingo, quando o país soube que os mineiros estavam vivos, "em todos os lares correram lágrimas de alegria e de emoção".

Urzúa contou a Piñera o que ocorreu no dia 5 de agosto, quando o grupo de 33 mineiros ficou preso na mina: "Às 20 (minutos) para as duas da tarde a montanha caiu. Ficamos preocupados com os companheiros que estavam saindo com um caminhão que ia carregado, depois veio a poeira e por quatro ou cinco minutos não podíamos ver nada, em que situação estávamos. Por fim, vimos que estávamos presos por uma enorme rocha no túnel".

"Estamos esperando que todo o Chile se esforce para nos tirar neste 18" de setembro (dia da festa nacional chilena), disse Urzúa a Piñera.

"Senhor presidente, precisamos que tenham força e que nos resgatem o mais rápido possível. Precisamos que não nos abandonem".

Piñera respondeu que os mineiros não ficariam a "sós um momento sequer. O governo está com vocês, todo o país está com vocês, e quero que fiquem tranquilos porque suas famílias estão amparadas", disse o presidente chileno. As autoridades temem que o resgate possa levar até quatro meses.

AFP
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