O chefe do setor de belas artes do governo do Egito foi detido depois do roubo de um quadro de Van Gogh avaliado em US$ 50 milhões (quase R$ 86 milhões) de um museu do Cairo.
Muhsin Sha'lan, primeiro subsecretário do Ministério da Cultura, foi acusado de "negligência" de acordo com a agência de notícias estatal egípcia Mena. Várias outras autoridades também teriam sido detidas.
O jornal egípcio Al-Ahram informou que outros nove funcionários do Ministério da Cultura também teriam sido proibidos de viajar como parte da investigação sobre o roubo. As autoridades do governo ainda não comentaram as detenções.
O roubo, ocorrido durante o dia no sábado no museu Mahmoud Khalil, teria sido causado devido à falta de segurança no local. O mais importante promotor de Justiça do país, Abdel Meguid Mahmud, afirmou que nenhum dos alarmes e apenas sete das 43 câmeras de segurança do museu estavam funcionando.
Segundo o promotor, os alarmes e câmeras já não funcionavam no museu há algum tempo. O quadro, conhecido como Flores de Papoula ou Vaso e Flores, foi cortado da moldura onde estava e levado pelos ladrões.
A polícia egípcia estaria concentrando as buscas pelo quadro roubado em portos e aeroportos do país.
Recuperação negada
Ainda no sábado foram divulgadas informações confusas pelo ministro da Cultura egípcio, de que o quadro tinha sido recuperado.
Farouk Hosni tinha afirmado que dois italianos tinham sido presos no aeroporto do Cairo devido a envolvimento com o roubo, depois de uma visita ao museu no começo do dia.
Mas, depois, Hosni informou que tinha recebido informações "erradas" e que o quadro ainda estava desaparecido.
A agência de notícias Mena relatou que os italianos tinham despertado suspeitas, pois foram vistos entrando em um banheiro e então deixando o museu rapidamente.
Mas, na segunda-feira, a agência relatou que a Embaixada da Itália no Egito negou as informações.
O quadro, que mede 30 centímetros por 30 centímetros e mostra flores amarelas e vermelhas, teria sido pintado por Vincent Van Gogh em 1887, três anos antes de sua morte.
A obra já tinha sido roubada deste mesmo museu do Cairo em 1978, mas foi recuperada dez anos depois no Kuwait.
O museu Mahmoud Khalil foi construído por um político egípcio, que tinha este nome, na década de 30 e também conta com quadros de Monet, Renoir e Degas em seu acervo.

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