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 Carla Bruni pede que Irã absolva condenada a apedrejamento
23 de agosto de 2010 18h27 atualizado às 18h38

A primeira-dama francesa, Carla Bruni, pedirá amanhã às autoridades iranianas que absolvam Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, mediante uma carta que será publicada pelo jornal Libération, a revista Elle, entre outros veículos.

Por enquanto, já é possível ler pela internet alguns fragmentos da carta, em sites como os do jornal lefigaro.fr ou da TV tf1.fr. Impossível ficar calada "após conhecer a sentença pronunciada contra a senhora", explica a cantora, ex-modelo e atriz.

"Transbordar seu sangue, privar seus filhos de uma mãe, mas por quê? Porque a senhora viveu, porque amou, porque é uma mulher, uma iraniana? Tudo em mim se nega a aceitar", afirma a primeira-dama.

"Do fundo de sua cela, saiba que meu marido defenderá sua causa sem descanso e que a França não lhe abandonará", acrescenta a esposa de Nicolas Sarkozy, que já anunciou seu apoio a Sakineh, da mesma forma que cerca de dois mil políticos e personalidades francesas.

A carta de Carla Bruni será publicada junto a outros pedidos de indulto escritos pela candidata socialista à Presidência, Ségolène Royal, e o ex-presidente Valéry Giscart d'Estaing.

Suas mensagens também poderão ser lidas no site americano Huffington Post e na revista pela web do filósofo Bernard-Henri Lévy, outro defensor da iraniana condenada à morte por adultério, acusada posteriormente do assassinato de seu marido.

Na sexta-feira passada, o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, assegurou que a França "não poupará esforços para salvar" Sakineh Mohammadi Ashitiani.

EFE
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