O Conselho Geral do Poder Judiciário Espanhol (CGPJ) expressou nesta se sua rejeição à condenação à morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani.
Por meio de um comunicado, o órgão solicitou às autoridades iranianas a revisão do caso pelo qual a mulher de 43 anos poderia ser apedrejada por ter sido acusada de tentar participado do assassinato de seu marido e de ter cometido adultério.
"O Conselho entende que este tipo de pena representa uma intolerável vulneração dos direitos humanos, por isso solicita das autoridades desse país a revisão do caso ou o adiamento definitivo da decisão", informou o CGPJ, que decidiu transferir sua rejeição ao Ministério de Assuntos Exteriores.
Por enquanto, o governo de Teerã atrasou a sentença por causa da pressão internacional gerada pelo caso, mas a condenação de Sakineh à morte não foi retirada.
Também nesta terça-feira, a organização Anistia Internacional (AI) informou que recolheu na Espanha mais de 110 mil assinaturas contra os apedrejamentos no Irã, em uma campanha de conscientização na internet que começou em janeiro e que agora está centrada no caso de Sakineh.

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