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 Parada do Orgulho Gay reúne 500 mil pessoas em Amsterdã
07 de agosto de 2010 14h33 atualizado às 14h52

Barco lotado com participantes homossexuais cruza canal de Amsterdã durante a Parada Gay na capital holandesa. O evento nos tradicionais canais da .... Foto: Reuters

Barco lotado com participantes homossexuais cruza canal de Amsterdã durante a Parada Gay na capital holandesa. O evento nos tradicionais canais da cidade é o ponto alto da Parada Gay local
Foto: Reuters

Os simpatizantes da Parada do Orgulho Gay anual de Amsterdã quase dobraram o número da população local, apesar da chuva e de discussões em curso sobre como receber os gays entre todos os setores da sociedade holandesa. Cerca de 500 mil pessoas participaram do evento, que apresentou cerca de 80 barcos no canal Prinsengracht. O "Europa Pride" (Orgulho Europeu), um barco de transporte de membros do Parlamento Europeu, abriu o caminho do desfile.

A cor rosa tomou a cidade - chapéus rosa, penas rosa, camisas rosa - com grupos trajando roupas diferentes, incluindo um barco cheio de pessoas vestidas de Papai Noel e homens usando asas de anjos. Mas, apesar de toda a festividade, os sinais de inquietação entre os membros da comunidade gay e sua relação com a sociedade holandesa também vieram à tona.

"Estamos fazendo a nós mesmos uma paródia de ser homossexual", disse Hans Bruggeman, de 83 anos, um ex-conselheiro da cidade e membro do Parlamento holandês, à Reuters Television na véspera do desfile. "Portanto, eu prefiro ficar em casa e não me juntar a eles."

Bruggeman, vestindo uma camisa de manga curta e suspensórios, tinha um particular desdém pelo tom do desfile. "Quando eu deveria participar da festa, eu deveria estar vestido como estou agora, e não só com alguma coisinha miúda", afirmou.

Bruggeman abordou uma questão que tem gerado crescente controvérsia para a segurança dos gays em Amsterdã: a mostra pública da homossexualidade. A edição local da revista Time Out, em sua mais recente edição, publicou um artigo questionando se Amsterdã havia se tornando um lugar inseguro para os gays viverem - quase 200 anos depois de ter se tornado um dos primeiros lugares no mundo a aceitar a homossexualidade explicitamente.

Reuters
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