O Irã assegurou nesta quinta-feira a um órgão das Nações Unidas dos diretos humanos que não tinha tomado ainda uma decisão sobre o destino da iraniana condenada à morte por apedrejamento pelo crime de adultério - um caso que causou emoção em todo o mundo.
Sakineh Mohammadi-Ashtiani, 43 anos, mãe de dois filhos, foi condenada em 2006 por ter mantido uma "relação ilegal" com dois homens, após a morte de seu marido, mas também por "assassinato".
"Seu caso está sendo examinado e nada foi decidido por enquanto", afirmou o funcionário da justiça iraniano Mossadegh Kahnemoui ouvido por membros da Comissão da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial (CERD).
Lembrou que a mulher confessou a prática de adultério e a participação na morte de seu marido - atos punidos com a pena de morte, segundo a lei iraniana, insistiu.
"Esta mulher, além do duplo adultério, é também acusada de complô para matar o marido", destacou o iraniano.
Uma ampla campanha internacional procura, atualmente, evitar o apedrejamento da mulher. Em julho, Terã anunciou a suspensão temporária da pena.
O presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva propôs no dia 31 de julho asilo a Sakineh Mohammadi-Ashtiani, um oferecimento apoiado por Washington, mas denunciado pelas autoridades iranianas, para quem a proposta teria sido feita sob emoção.

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