Segundo comunicado de seu escritório, al-Maliki disse, durante reunião em Bagdá com uma delegação da Casa Branca, integrada pelos assessores da Vice-Presidência Tony Blinken e Puneet Talwar, que "os esforços passados para formar um Governo de forma rápida levaram à gravidade da situação atual".
Na reunião, as duas partes discutiram os laços bilaterais e a aplicação do acordo de segurança assinado entre Washington e Bagdá em dezembro de 2008.
Al-Maliki destacou, além disso, que a constituição de um novo Executivo é responsabilidade dos iraquianos, e rejeitou qualquer interferência estrangeira.
Por sua parte, Blinken e Talwar expressaram a disposição de seu país para apoiar os esforços dos diferentes blocos políticos iraquianos para formar um gabinete.
Estas declarações de al-Maliki foram divulgadas depois que fontes da Aliança Nacional Iraquiana (ANI) revelaram que vão congelar o diálogo com o grupo do primeiro-ministro em fim de mandato, o Estado de Direito, já que rejeitam que ele possa ser candidato a chefe de Governo.
A ANI, dirigida por Amar al-Hakim e terceiro grupo nas eleições, formou em junho uma aliança com a coalizão de al-Maliki para criar um bloco de maioria no Parlamento devido aos apertados resultados do pleito.
As forças políticas iraquianas não conseguiram ainda um acordo para constituir um Executivo, missão à qual também aspira a coalizão Al Iraqiya, liderada pelo ex-primeiro-ministro Ayad Allawi e que ficou em primeiro lugar nas últimas eleições.
Na ocasião, a Al Iraqiya obteve 91 dos 325 cadeiras do Parlamento, enquanto a segunda, o agrupamento de al-Maliki, obteve 89 assentos e a ANI 70.
Por sua parte, a Al Iraqiya disse neste domingo em comunicado que sua plataforma continua o diálogo com outros blocos políticos vencedores nas eleições, como o Estado de Direito, a ANI e as alianças dos grupos curdos, entre outros.

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