O meteorologista e apresentador de televisão suíço Joerg Kachelmann aguardará pelo julgamento em liberdade
Foto: AFP
O "homem do tempo" do canal ARD da televisão pública alemã, o suíço Joerg Kachelmann, 52 anos e acusado de estupro, exige uma indenização de 2,5 milhões de euros do jornal Bild, por publicar fotos suas e detalhes de sua vida privada nos quatro meses que passou em prisão preventiva.
Kachelmann, que saiu da prisão de Mannheim, no sudoeste da Alemanha, na quinta-feira passada em meio a um furor midiático, insiste em sua inocência em entrevista publicada neste domingo pelo semanário Der Spiegel, onde justifica sua reivindicação.
O meteorologista, durante anos o "homem do tempo" mais famoso do país e proprietário de uma rede de estações meteorológicas, foi preso em 20 de março após ser detido no aeroporto de Frankfurt, de volta do Canadá, onde tinha feito a cobertura dos Jogos Olímpicos de inverno.
Após sua detenção, seguida de perto pela mídia, surgiram várias revelações na imprensa sobre as acusações de sua ex-esposa, com riqueza de detalhes, assim como declarações de outras namoradas ou ex-namoradas. Com isso, Kachelmann ficou marcado como um homem promíscuo.
A ex-mulher, identificada como Simone, 36 anos, o tinha acusado de ameaçá-la em fevereiro passado com uma faca, feri-la no pescoço, e forçá-la a transar, após conversa na qual ela ameaçou o deixar por sua infidelidade.
Após 132 dias na prisão, na quinta-feira passada ele foi libertado devido às dúvidas sobre a versão da mulher, que segundo Kachelmann atuou por vingança depois que ele confessou que mantinha outras relações.
Ao Spiegel, o meteorologista lamenta que o Bild e outras publicações do mesmo grupo empresarial tenham divulgado informações de sua vida privada e fotos dele na prisão, o que pode repercutir tanto no julgamento como em seu futuro profissional.
Na entrevista, o jornalista falou também sobre a difícil vida carcerária, onde diz que deixa, apesar de tudo, bons amigos. A saída do "homem do tempo" da prisão foi acompanhada por com dezenas de câmeras de televisão e fotógrafos na porta da carceragem, enquanto o canal privado de informação NTV transmitia ao vivo a situação durante duas horas.
Quando enfim Kachelmann apareceu, sorridente e perfeitamente barbeado, se despediu com um forte abraço de um funcionário. A declaração de uma psicóloga, que assegurou que a acusação da mulher era inconsistente, foi decisiva para a libertação, mas Kachelmann está proibido de deixar a Alemanha até o dia 6 de setembro, quando será aberto processo.
Segundo outro semanário, o Focus, o jornalista foi alvo de outra denúncia nos últimos dias, também por parte de uma ex-namorada, que o acusa de tê-la agredido durante discussão.

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