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 Colômbia acusa Venezuela de boicotar decisão pactuada na Unasul
30 de julho de 2010 11h50 atualizado às 11h55

O governo da Colômbia acusou hoje o da Venezuela de boicotar uma declaração final pactuada na cúpula de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que foi realizada na quinta-feira, em Quito, para analisar a crise entre os dois países, mas que terminou sem acordos.

"Alcançamos uma declaração praticamente pactuada por todos", na qual estava incluída o pedido da Colômbia de criar um "mecanismo de cooperação eficaz e de verificação" da suposta presença de guerrilheiros na Venezuela, disse a várias emissoras locais o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez.

No entanto, "no último minuto, a Venezuela voltou atrás, quando todos os chanceleres já tinham decidido a posição oficial", disse Bermúdez.

Segundo ele, inclusive o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, "aceitou a versão inicial" da declaração, mas "quando fez consultas, seguramente a Caracas, a decisão foi danificada no final".

Os ministros das Relações Exteriores da Unasul não conseguirem superar em Quito a crise diplomática entre Venezuela e Colômbia e passaram a missão para os presidentes da região, por considerarem que o tema precisa de uma definição "do mais alto nível".

Na quinta-feira passada, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia depois que o embaixador colombiano na Organização dos Estados Americanos (OEA) denunciou a presença de 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em solo venezuelano.

EFE
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