Caricaturas do presidente colombiano, Alvaro Uribe, circulavam nesta quinta-feira no prédio em Quito onde estão reunidos os chanceleres da Unasul, para tratar do rompimento das relações entre Colômbia e Venezuela. Os desenhos foram deixados em uma mesa na área onde estão os jornalistas que cobrem a reunião entre os chanceleres Jaime Bermúdez (Colômbia) e Nicolás Maduro (Venezuela), na sede do ministério equatoriano das Relações Exteriores.
Alguns exemplares chegaram às mãos dos jornalistas, enquanto o pessoal da chancelaria local tentava recolher os desenhos, qualificados de "ofensa" a Uribe. Uma caricatura mostra Uribe sobre vários cadáveres, ao lado de paramilitares de direita, em referência à denúncia da oposição colombiana e de ONGs sobre a possível existência de uma fossa comum com milhares de corpos de rebeldes no sul da Colômbia.
Chanceleres e representantes dos doze membros da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) debatem em Quito a ruptura das relações diplomáticas entre Venezuela e Colômbia, provocada pela denúncia de Bogotá sobre a presença de guerrilheiros colombianos no país vizinho. O governo venezuelano pediu uma reunião "de emergência" para "denunciar as graves agressões" de Bogotá contra Caracas.
Em 22 de julho passado, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu relações com a Colômbia após Bogotá denunciar na Organização dos Estados Americanos (OEA) a presença de 1.500 guerrilheiros colombianos no território venezuelano.

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