Notícias » Notícias

 EUA vão à China pressionar por cumprimento de sanções contra Irã
29 de julho de 2010 19h31 atualizado às 22h12

Altos funcionários norte-americanos disseram nesta quinta-feira que vão viajar para a China em agosto para pressionar Pequim a cumprir as sanções internacionais contra o Irã. As companhias chinesas têm procurado negociar com o Irã, apesar das ameaças de sanções norte-americanas e da resolução de junho do Conselho de Segurança da ONU, impondo mais medidas punitivas a Teerã por causa do seu programa nuclear, disseram as autoridades a um comitê da Câmara dos Deputados.

"A China é uma preocupação para nós", disse Robert Einhorn, conselheiro especial para a não proliferação e controle de armas do Departamento de Estado. "Precisamos que eles apliquem a resolução do Conselho de Segurança", disse Einhorn, ressaltando que a China é um dos membros do Conselho que concordaram com a imposição de novas medidas para pressionar o Irã, incluindo ações contra os bancos e companhias marítimas iranianos.

A China não deveria "piorar as coisas" fazendo mais negócios com o Irã, enquanto "países responsáveis" estão se distanciando do Irã", disse Einhorn. Joseph Christoff, diretor de assuntos internacionais e comerciais do Departamento de Responsabilidade do Governo, disse ao Comitê de Supervisão e Reforma que as companhias chinesas estão investindo agressivamente no setor energético do Irã, apesar da ameaça de sanções.

Einhorn disse que ele e Dan Glaser, secretário adjunto do Departamento do Tesouro para assuntos de financiamento de terrorismo, irão à China em agosto. Glaser disse que eles vão viajar à Coreia do Sul e ao Japão na semana que vem como parte de um plano para visitar países na Ásia, Oriente Médio e América do Sul e conclamar governos e companhias a cortar suas relações comerciais com o país persa.

O objetivo é fazer com que o Irã interrompa o seu trabalho nuclear que, segundo Washington, se destina à fabricação de uma bomba. O Irã diz que o trabalho pretende gerar eletricidade.

Reuters
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.