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 Novo ministro da Defesa da Colômbia promete continuidade
29 de julho de 2010 09h46 atualizado às 10h39

O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, nomeou Rodrigo Rivera como próximo ministro da Defesa nesta quarta-feira, escolhendo um ex-membro do Congresso que tem uma história de apoio a medidas severas de segurança.

Rivera comandará a luta da Colômbia contra os guerrilheiros esquerdistas a partir do próximo mês, quando o atual presidente Álvaro Uribe entregar o poder a Santos.

"A ideia é continuar e consolidar as políticas de segurança que foram brilhantemente aplicadas nos últimos oito anos", disse a jornalistas Rivera, 47 anos.

Uribe é o líder mais popular na história da Colômbia por sua política de repressão, apoiada pelos EUA, contra rebeldes traficantes de drogas que vem lutando contra o Estado desde a década de 1960. As cidades e rodovias nas cidades colombianas se tornaram mais seguras desde que Uribe assumiu a Presidência em 2002, estimulando um aumento significativo na confiança de investidores.

O ex-senador e candidato à presidência Germán Vargas Lleras foi nomeado ministro do Interior e da Justiça. Ele será responsável pelas relações do governo com o Congresso e pelos tribunais quando Santos se tornar chefe de Estado no dia 7 de agosto.

O novo presidente deve se encarregar rapidamente de consertar os laços com a vizinha Venezuela. O presidente Hugo Chávez cortou relações com a Colômbia, na última crise a atingir a instável região andina por conta de ideologias conflitantes, exércitos guerrilheiros e tráfico de cocaína.

Uribe acusa Chávez de permitir que 1,5 mil guerrilheiros habitem acampamentos ao longo da fronteira da Venezuela, onde segundo Bogotá, eles têm liberdade para planejar ataques contra a Colômbia.

Chávez nega a acusação, dizendo ser parte de um plano de Washington para invadir o país rico em petróleo. Ele disse que espera melhorar as relações com a Colômbia uma vez que Santos, ex-ministro da Defesa, assumir o poder.

Chávez suspendeu o comércio com a Colômbia no ano passado, protestando contra um acordo que permitia o uso de bases aéreas colombianas pelas forças norte-americanas em operações de combate às drogas. O impasse desgastou uma relação comercial que já chegou a US$ 7 bilhões ao ano.

O atual ministro da Defesa, Gabriel Silva, foi nomeado próximo embaixador da Colômbia aos Estados Unidos, que cedeu bilhões de dólares em assistência militar ao país.

Reuters
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