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 Israel prolonga 20 anos o sigilo sobre os arquivos de Estado
28 de julho de 2010 10h43 atualizado às 12h01

As autoridades israelenses decidiram prolongar 20 anos a proibição do acesso aos arquivos governamentais, elevando-a para 70 anos, informou nesta quarta-feira o diretor dos Arquivos Nacionais.

Trata-se particularmente de documentos relativos ao exército e aos serviços secretos durante as duas primeiras décadas do Estado de Israel, criado em maio de 1948.

"Esses arquivos continuarão sendo classificados (secretos) por temor que afetem a vida privada das pessoas mencionadas ou de seus achegados", declarou Yehoshua Freundlich.

"Nós também devemos manter o segredo da defesa, levando em conta o risco de que Israel pode ser acusado de violar o direito internacional", acrescentou.

Segundo Freundlich, em vários países ocidentais os "documentos de Estado são secretos durante 70 anos ou mais".

O historiador Tom Segev denunciou esta medida, considerando que a mesma traduz uma "tendência antidemocrática" na sociedade israelense.

A manutenção do segredo também foi denunciada como uma medida "arbitrária e injustificada" pela Associação de Direitos Cívicos em Israel.

AFP
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