"Os dirigentes dos blocos políticos entraram de acordo em adiar a sessão parlamentar prevista para hoje para escolher o presidente do Parlamento e do país até uma data não especificada", disse o político curdo Fouad Massoum, que por razão de idade exerce as funções de presidente da Assembleia.
Segundo Massoum, esse atraso tem como objetivo "dar uma oportunidade às coalizões para que cheguem a um acordo quanto à formação do Governo".
O político curdo indicou, além disso, que "as plataformas exigiram transformar o Governo do primeiro-ministro em fim de mandato Nouri al-Maliki em provisório".
Acrescentou que as coalizões concordaram em "intensificar os encontros entre seus dirigentes a fim de formar o novo Governo o mais rápido possível".
No dia 14 de junho aconteceu a primeira sessão do novo Parlamento iraquiano após o pleito do dia 7 de março, no qual os legisladores se limitaram a jurar seus cargos e a sessão não foi encerrada.
A sessão devia ter sido reatada no dia 13 de julho, mas os dirigentes dos diferentes blocos parlamentares decidiram adiá-la duas semanas devido à falta de consenso sobre os candidatos que devem ocupar os postos de primeiro-ministro, presidente do Parlamento e presidente do país.
As forças políticas iraquianas ainda não conseguiram entrar em acordo para formar um Executivo.
No pleito venceu a coalizão de oposição "Al Iraqiya", liderada por Ayad Allawi, que obteve 91 das 325 cadeiras do Parlamento, frente ao agrupamento de al-Maliki, que ficou em segundo lugar, com 89 assentos na Câmara.
Esta incerteza política coincide com uma nova onda de atentados no país, enquanto o Exército americano prepara-se para reduzir o número de seus soldados no país de 140 mil para 50 mil em cumprimento com o pacto de segurança assinado em 2008, pelo qual eles serão retirados totalmente do Iraque no final de 2011.

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