O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, assegurou nesta segunda-feira que os palestinos estão preparados para o diálogo direto com os israelenses caso haja o reconhecimento das fronteiras prévias à guerra de 1967 como marco do Estado palestino e a extinção dos assentamentos.
"Os palestinos estão preparados para negociações diretas como estivemos mais de uma vez no passado, mas deveria haver uma referência para isto", disse Abbas a jornalistas depois de se reunir com o rei jordaniano Abdullah II.
"Esta referência se centra em duas questões: as fronteiras de 1967 e deter a construção de assentamentos, e depois as conversas diretas serão possíveis", insistiu.
Abdullah II compartilhou com Abbas esta visão ao reivindicar "movimentos efetivos para encontrar as circunstâncias que permitam a transição para as negociações diretas conforme uma referência que garanta a criação de um Estado palestino com Jerusalém Oriental como capital", disse o monarca, segundo um comunicado oficial.
As conversas indiretas entre palestinos e israelenses começaram em 9 de maio. A Liga Árabe fixou um prazo de quatro meses para que este diálogo renda frutos e, em setembro, será tomada a decisão sobre se há como seguir para negociações diretas.
O presidente americano, Barack Obama, está pressionando Abbas e outros líderes árabes moderados para que este passo seja dado.
A possibilidade de alcançar um diálogo direto entre palestinos e israelenses centrará também a reunião de amanhã em Amã entre o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, com Abbas, disseram hoje à agência Efe fontes diplomáticas palestinas.
Além disso, o assunto estará presente na agenda do rei saudita Abdullah bin Abdul Aziz durante uma viagem regional prevista para esta semana pela Síria, Líbano, Egito e Jordânia.

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