O Pentágono informou na segunda-feira que a revisão sobre o vazamento de documentos militares secretos da guerra do Afeganistão levaria "dias, se não semanas" e que é muito cedo para avaliar o dano provocado por eles.
A WikiLeaks, organização que promove o vazamento de informações para combater a corrupção corporativa e governamental, anunciou no domingo a publicação de 91 mil documentos militares norte-americanos sobre a guerra.
Classificando a divulgação como um "ato criminoso", o porta-voz do Pentágono, coronel Dave Lapan, afirmou que o Departamento de Defesa estava se esforçando para revisar os documentos a fim de determinar "se eles revelam fontes e métodos" que coloquem em perigo os soldados ou ameacem a segurança nacional.
"Nós vimos apenas uma fração dos documentos que supostamente estão lá; assim, até que vejamos todos eles, não conseguiremos saber exatamente a extensão do dano", disse Lapan a jornalistas no Pentágono.
Entre os documentos estão relatórios de que os oficiais dos EUA no Afeganistão suspeitavam seriamente que o Paquistão apoiava em sigilo os insurgentes do Taliban enquanto recebia enormes quantias de assistência norte-americana.
Os documentos podem alimentar a dúvida crescente no Congresso a respeito da estratégia de guerra do presidente dos EUA, Barack Obama, enquanto o número de mortes de norte-americanos sobe na guerra impopular que já dura nove anos.
Lapan não quis discutir a relação com o Paquistão nem nenhum documento específico, afirmando que, apesar da divulgação deles na Internet, a informação permanecia secreta.
Os documentos pareciam ser classificados apenas no nível de segredo - ainda sigilosas, mas num nível menor do que outros tipos de sigilos dentro do sistema de classificação militar, afirmou Lapan.

- Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.


Assista agora »
Assista agora »
