Juan Manuel Santos evitou comentar a crise com a Venezuela após reunião com o presidente mexicano, Felipe Calderón, na Cidade do México
Foto: Reuters
O próximo governo da Colômbia, que assume no próximo dia 7, buscará "todos" os mecanismos para melhorar a relação com os países da região, "incluindo a Venezuela", afirmou nesta quinta-feira em Quito o vice-presidente eleito, Angelino Garzón. Já o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, evitou comentar a ruptura de relações bilaterais anunciadas pela Venezuela ao considerar que a atitude seria "sua melhor contribuição" à situação.
Santos aproveitou para lembrar que, até o próximo dia 7, o presidente colombiano é Álvaro Uribe. "Sobre as nossas relações nossas com a Venezuela, a melhor contribuição que podemos fazer é não nos pronunciar", disse Santos a jornalistas na Cidade do México após se reunir com o presidente mexicano, Felipe Calderón.
O presidente eleito colombiano faz uma viagem por diversos países da América Latina na qual passará também por Panamá, Chile, Argentina, Peru, República Dominicana e Haiti. Nesta quinta, ele também se reuniu na Cidade do México com o presidente do Banco Mundial, o americano Robert Zoellick.
"No final, a mensagem que temos que dar como governos e como povos é a mensagem da unidade, da amizade, da cooperação e da paz", acrescentou Garzón após uma reunião com o vice-presidente do Equador, Lenin Moreno.
Relações rompidas
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu nesta quinta-feira as relações do país com a Colômbia e ordenou "alerta máximo" na fronteira comum. Chávez considerou como "ofensa" e "nova agressão" as denúncias sobre a presença de chefes guerrilheiros em território venezuelano apresentadas na Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo governo colombiano.
O governante venezuelano declarou confiar que o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, apesar das diferenças ideológicas, terá um perfil construtivo e de respeito que permita reuniões conciliatórias assim que substituir Uribe.

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