O governo da Colômbia descartou nesta quinta-feira que pretende mobilizar tropas para a fronteira com a Venezuela após a decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de romper as relações diplomáticas bilaterais.
O secretário de imprensa da Presidência, César Mauricio Velásquez, disse a jornalistas que da parte da Colômbia "sempre haverá fraternidade" e por isso descartou, por enquanto, reuniões entre o líder colombiano, Álvaro Uribe, e a cúpula militar.
"Por parte da Colômbia jamais, nunca haverá movimento de tropas. De parte da Colômbia sempre haverá fraternidade", insistiu o funcionário.
"Decidimos que qualquer comunicação deve ser canalizada através de Washington, pela voz de nosso embaixador perante a Organização dos Estados Americanos, Luis Alfonso Hoyos, e também de nossa embaixadora na capital dos Estados Unidos, Carolina Barco", ressaltou.
Acrescentou que neste momento Uribe avalia os pormenores das últimas dissertações feitas pela Colômbia e Venezuela no marco desta crise.
Vários políticos colombianos coincidiram nesta quinta-feira em tachar de "lamentável" a decisão de Chávez de romper relações com a Colômbia, enquanto Uribe ainda não se pronunciou a respeito.
"É lamentável" que esta ruptura se produza agora "quando a mudança de governo (na Colômbia) podia nos levar a ser otimistas e acreditar que haveria uma nova etapa nas relações entre os dois países", comentou o ex-líder colombiano Ernesto Samper (1994-1998).
Segundo Samper, os canais diplomáticos que teriam permitido conduzir de outra forma as denúncias apresentadas hoje pela Colômbia perante a OEA sobre a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela estão rompidos há muito tempo.
Chávez fez o anúncio em Caracas perante as câmaras, acompanhado do jogador Maradona, enquanto em Washington o Conselho Permanente da OEA concluía a sessão extraordinária solicitada pela Colômbia.

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