Policial retira manifestante durante posse de Bush em Washington.
20 de janeiro de 2005
Foto: Reuters
Um grupo de cerca de 50 anarquistas tentou atravessar à força os controles de segurança obrigatórios para entrar na cerimônia, e seus membros foram energicamente reprimidos pelos agentes. Um deles foi preso por "agressão a policiais", após atingir dois agentes, disse um porta-voz da guarda municipal. Outros dois militantes foram interrogados à tarde em um trecho do trajeto percorrido pela caravana oficial. Os três passarão a noite na prisão e comparecerão na sexta-feira a um juiz.
Outras quatro pessoas foram detidas pela Polícia de Parques por pular uma barricada de metal erguida para isolar a rota do desfile inaugural, informou o sargento Scott Sear.
A polícia não divulgou o número total de manifestantes, mas havia milhares de pessoas com cartazes de protesto em vários lugares da cidade. Os organizadores das manifestações se queixam que não terem recebido espaço suficiente para o protesto, enquanto os simpatizantes de Bush tiveram direito a lugares privilegiados no trajeto do desfile.
As medidas de segurança para a posse de Bush foram extraordinárias. Cerca de 6 mil policiais e 7 mil soldados foram mobilizados e foram fechados cerca de cem quarteirões ao redor do trajeto do desfile presidencial.
Dezenas de manifestantes se aglomeraram diante de uma barreira, jogando garrafas, lixo e bolas de neve nos policiais, disseram testemunhas. Um pequeno grupo de pessoas que protestavam contra Bush derrubou barricadas de metal e outro invadiu o local. Testemunhas afirmaram terem visto policiais usando gás de pimenta contra alguns dos manifestantes.
No centro de Washington, os manifestantes chegaram à rua D, de roupas pretas e vermelhas, e avançaram sobre uma multidão (formada principalmente por militantes republicanos) que esperava para passar pelos controles de segurança. A polícia deixou que se aproximassem, mas depois três viaturas chegaram e eles foram detidos.
Ao longo do caminho que leva até a Casa Branca, outras pessoas acenderam uma pequena fogueira perto de barricadas. Os carros que participavam do desfile aceleram ao passarem pelo confusão.
Enquanto alguns manifestantes tocavam tambores, outros seguravam cartazes com frases como "Iraque não é Vietnã em árabe", "Abaixo o rei George" e "Seus impostos a serviço da morte". Havia também slogans em favor de reforma eleitoral, direitos de homossexuais, aborto e uso de energia renovável.
Em frente à Casa Branca, 17 manifestantes se deitaram no chão um a um, lendo uma lista de pessoas mortas no Iraque. Alguns usavam ataduras manchadas de vermelho, tintura que também escorria da boca de outros. Um transeunte achou a manifestação tão verossímil que começou a aplicar primeiros-socorros ao grupo.
Outros, porém, foram menos solidários. "Espero que você não se levante. Espero que congele o seu traseiro", disse um homem que se aproximava dos palanques nos arredores da Casa Branca.



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