Maradona abraça Chávez durante encontro em Caracas. Ex-jogador defendeu a decisão de Chávez
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O craque argentino Diego Maradona disse hoje em Caracas que "o povo colombiano não tem culpa" da crise diplomática entre Colômbia e Venezuela, que chegou nesta quinta-feira ao ponto da ruptura de relações entre os dois países.
Em visita ao palácio de Miraflores, sede do Governo venezuelano, Maradona estava ao lado do presidente do país, Hugo Chávez, quando este fez o anúncio do rompimento.
Chávez rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia diante da "gravidade do ocorrido" em uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA) pedida pelo governo colombiano para denunciar a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.
Maradona, que afirmou ir "até a morte" com Chávez, perguntou a Chávez se o presidente eleito colombiano, Juan Manuel Santos, vai seguir o mesmo caminho do atual, Álvaro Uribe.
"Presidente (Chávez), Santos não é do caminho de Uribe? Porque eu também quero saber", perguntou Maradona, que treinou a Argentina na última Copa do Mundo.
Chávez respondeu que, apesar de um "histórico conflituoso" com Santos, ex-ministro da Defesa do governo de Uribe, ele confia na adoção de uma opção mais construtiva em relação à Venezuela por parte do presidente colombiano eleito.
No encontro com Chávez, Maradona disse que era "um orgulho" para ele poder estar ao lado do líder do chamado "socialismo do século XXI" porque "lutou pelo povo, por seu país e por seus ideais".

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