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 Cheney renova poder como vice do segundo mandato
20 de janeiro de 2005 18h30

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O vice-presidente dos EUA, Richard Cheney, renovou hoje seu enorme poder como vice-presidente no segundo mandato de George W. Bush e chefe de um gabinete de amigos e homens leais ao presidente. "Juro por minha honra cumprir as obrigações do cargo", disse Cheney ao tomar posse.

Muito sério e seguro, como é habitual, e ao lado de sua esposa e suas duas filhas, o vice-presidente prestou juramento diante do líder da Câmara de Representantes, o republicano Dennis Hastert. No fim da cerimônia, Cheney foi parabenizado por Hastert e os dois trocaram apertos de maõs.

Segundo Cheney, ele quis que Hastert tomasse seu juramento porque é um "amigo próximo". "Sou um homem do Congresso. Lá comecei minha carreira", declarou à rede de TV MSNBC hoje, numa entrevista antes do ato.

Aquele que para muitos é o verdadeiro presidente e o homem que tem que dar as cartas para defender as decisões mais difíceis, começa agora um novo mandato com a confiança renovada do presidente.

Há pouco mais de quatro anos, lembrou hoje Cheney, Bush lhe pediu ajuda para escolher um candidato à vice-presidência e, quando os dois estavam no rancho de Crawford (Texas), o presidente o olhou e disse que ele era a solução de seu problema.

Cheney pensou muito no assunto e enumerou a Bush uma longa lista de razões pelas quais acreditava que ele não era a pessoa adequada, como sua procedência de um estado (Wyoming) com apenas três votos no colégio eleitoral, seus problemas de saúde e seus vínculos empresariais com a indústria do petróleo.

Dois dias depois, o presidente "me chamou e disse: 'quero que você seja meu companheiro de candidatura'. Aceitei e não lamentei a decisão em nenhum momento", acrescentou.

Apesar de não ter mencionado se desta vez o presidente lhe pediu para que continuasse no cargo, o certo é que Cheney, com mais de 30 anos de experiência política em Washington, começa hoje uma nova etapa na qual o conflito do Iraque continuará sendo uma de suas principais preocupações.

Na mesma entrevista, o vice-presidente americano reconheceu que cometeu um "erro de cálculo" ao avaliar o tempo que os iraquianos precisariam para dirigir seu próprio país.

Outro país que certamente ocupará a atenção de Cheney é o Irã, com a ameaça nuclear delineada e que, em sua opinião, ocupa neste momento a primeira posição na lista de problemas em nível mundial.

Sobre estes e outros assuntos, o vice-presidente trabalhará com uma equipe de governo na qual foram mantidos seus colaboradores mais próximos e saíram outras vozes dissidentes.

Ele faz parte dos chamados "falcões" do governo, os ultraconservadores e mais firmes defensores da linha dura.

Junto ao chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, ao subsecretário de Defesa, Paul Wolfowitz (que também foram mantidos em seus cargos), e à Conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice, que será confirmada como secretária de Estado, Cheney tem praticamente garantido o sinal verde para suas propostas.

Apenas um desses "falcões" saiu do governo, o conservador John Ashcroft, que era secretário de Justiça e Procurador-Geral e deixou os cargos devido a problemas de saúde.

Dos 15 membros do novo gabinete de Bush, 11 homens e quatro mulheres, dois são negros, dois hispânicos e dois de origem asiática.

EFE
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