O tribunal disse que como Estado membro, o Chade era obrigado a prender Bashir, mas o país afirmou após a chegada do mandatário sudanês que não tinha a obrigação de fazê-lo e que o presidente voltaria a salvo depois de participar de uma cúpula.
Bashir foi acusado de crimes de guerra e contra a humanidade em Darfur no ano passado. Neste mês, o tribunal acrescentou a acusação de genocídio, alegando que Bashir era responsável por violações, tortura e assassinatos no remoto oeste do Sudão.
Bashir foi recebido pelo presidente do Chade, Idriss Déby, em sua primeira viagem ao exterior desde o mandado de prisão por genocídio.
"Não somos obrigados a prender Omar Hassan al-Bashir. Bashir é um presidente em exercício. Nunca vi um presidente em exercício ser preso em suas viagens por parte do país anfitrião", disse à Reuters o ministro de Segurança e do Interior do Chade, Ahmat Mahamat Bachir.
"(Bashir) veio pela (cúpula de Estados do Sahel-Saara) e voltará para casa são e salvo", acrescentou.
Desde sua acusação inicial, Bashir fez várias viagens ao exterior, desafiando o tribunal. Contudo, essa foi a primeira a um país membro da corte internacional.
(Reportagem adicional de Opheera McDoom, em Cartum)

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